não sei exatamente o porquê, nem eu acreditaria quê, mas eu juro que estou me sentindo muito feliz.
como se estivesse me deitado numa rede e finalmente estivesse escutando o som lá de fora e pudesse descansar, ficar nessa paz. estou me sentindo muito leve. muito bem. dou piruetas dentro de mim e é indiscritível a razão disso.
sei que sim, eu estou feliz.
tanto que são trêsiemeia e eu voltei mais cedo porque amanhã acordo cedo pra correr capital a fora, só que não fui dormir, porque eu sei que se for me deitar, eu vou sonhar... e será bom também.
ah! que bom, felicidade que vai ser.
do Chaves ou do Chapolin? enfim...
"quem dá e tira,
sua alma o diabo fica,
sua mão se danifica,
sua vó será maldita,
sua sogra ressucita".
hahaha
"Obrigada por tudo" ...
Obrigado
Por ter se mandado
Ter me condenado a tanta liberdade
Pelas tardes
nunca foi tão tarde
Teus abraços, tuas ameaças
Obrigado
Por eu ter te amado
Com a fidelidade de um bicho amestrado
Pelas vezes que eu chorei sem vontade
Pra te impressionar, causar piedade
Obrigado
Por ter se mandado
Ter me acordado pra realidade
Das pessoas que eu já nem lembrava
Pareciam todas ter a tua cara
Obrigado
Por não ter voltado
Pra buscar as coisas que se acabaram
E também por não ter dito obrigado
Ter levado a ingratidão bem guardada
Pelos dias de cão, muito obrigado
Pela frase feita
Por esculhambar meu coração
Antiquado e careta
Me trair, me dar inspiração
Preu ganhar dinheiro
obrigado, mas agora eu preciso mesmo seguir.
TCHAU!
eu escrevi um post enorme e de tão enorme levou tanto tempo para ser escrito que a sessão expirou. agora eu já não me lembro mais.
fico feliz, viu. ô.
Quem é você, me diz?
Como consegue entrar, sair
fingir
e seguir
esquecer
apagar
me botar à par com o inferno
e se mandar?
me ensina?
a não ser tão menina
e tampouco ser tão mulher
a seguir na direção oposta
dar as costas
e tchau. a gente se vê.
me ensina?
a ser cruel assim
que nem você.
pois vai curtir seu deserto, vai...
Não tenho vergonha de dizer que estou triste,
Não dessa tristeza ignominiosa dos que, em vez de se matarem, fazem poemas:
Estou triste por que vocês são burros e feios
E não morrem nunca...
Mário Quintana.
Há nada como um tempo após um contratempo.
E como já dizia Julinho da Adelaide (prenhe de razão): nada como um dia após o outro dia pro meu coração, e não vale à pena ficar, apenas ficar chorando e resmungando, até quando? Não, não, não, não, NÂO!
sem moderação.
vezinquando eu faço umas maldades que me deixam tão satisfeita comigo mesma.
hein? será que o inferno é mesmo tão ruim quanto dizem?
mas tem uma hora que tudo entorna. búzios, tarô, I ching tudo faz muito sentido, mas não adianta. porque você sempre acha que não adianta. mesmo sabendo da continuação, mesmo predizendo o próximo passo, você acha que precisa disso, mas sabe que não precisa. mas não adianta. eu sou uma pessoa estranha. eu sempre sei o que vai acontecer e isso é estranho. porque eu sempre acho que tudo pode mudar, sempre acho que isso não existe, que as coisas não são assim pré-determinadas e que imagina, como pode, logo eu vou saber o que vai acontecer? mas é isso. acontece. sem que eu queira, acontece. isso deve ser o que chamam premonição. não quero acreditar que é força de pensamento, porque realmente tudo o que eu queria era afastar esses pensamentos. nunca quero acreditar neles, e eles permanecem até me provarem que.
onde eu estava?
sim, não adianta. você tem que beber até secar a fonte, talvez essa seja minha perdição. que enquanto a fonte não secar pode me fazer de gato e sapato, que dou minha cara a tapa e pouco me importo. insisto ir até o fim, mesmo sabendo que sou a pessoa mais errada desse mundo. mesmo sabendo que não vai me levar a lugar nenhum. pode bater que minha face pouco me importa. só esperando a fonte secar, porque a partir daí, segundo meus presságios, nunca mais, nunca mais. aí tudo volta a entornar, mas dessa vez não será pra mim. eu nem sei se estou escrevendo coisa com coisa, exatamente porque no momento escrevo o que penso e nunca há contexto em meus pensamentos. óquei, mais uma dose e eu páro.
só uma coisa: tem gente que é besta demais pra esse mundo, viu, te dizer. ôôô 'corda pra vida...
de resto, eu tô chegando... de costas pro mundo, eu sei.
E agora?
agora vamos embora.
Por aqui vedaram a porta
derramaram estupidez
romperam a aorta
e declararam calidez
Um pulsar constante e rigído
que inclemente
traz ao coração sua friabilidade
que friamente
traz razão à sua incredibilidade
e racionalmente
traz paixão à sua crueldade
Uma vida que caberia num dia
E havia dias que nada passara por ali
Que fechadas as portas não haveria saída
Se não houvesse destinos entre si
dali pr'aqui.
Para viver em ciclos
a galopar
[em busca de sinais
em busca de vida
buscando sinais de vida
e então parar de viver
tornando a galopar
do inicial
igual
ao final
Agora vai-te embora!
Para casa, Andrade.
De volta.
Depois, de qualquer forma, a gente sempre se arrepende.
Tá fazendo o calor aqui, a noite tá que uma belezura só e eu confesso: uma cervejinha viria muito bem-vinda.
Mas não tem jeito, sabe. Porque a pessoa acaba de voltar da academia e sofreu um tanto nos abdomina(ve)is, ia se arrepender depois, ia sim.
Espero que um banho resolva meus problemas. Pelo menos este.... do calor.
O que acontece, minha gente?, com o mundo e as pessoas, o que ocorre?
Porque eu tô fazendo esse treinamento intensivo da dessensibilização, de me acostumar à ausência de expectativas, mas eu vou dizer que é difícil, viu? Um mínimo você acaba esperando. Alguma sanidade mental, alguma consideração, compaixão sei lá, uma pouca noção que seja, mas alguma noção pelamordedeus.
People lack.
Ilusão
deve haver algum botão
turn off
forward
standby on
deve haver a opção
"mente quieta
espinha ereta
coração tranquilo" clique aqui
existir solução
um mais um
regra de três
noves fora
subtração
porque razão
já sei que se foi.
Sexta-feira da paixão
(...) olhos desencontrados: e se eu te disser, te adoro, e te raptar não sei como dessa aflição de março bem que aproveitando maus bocados pra fugir do esconderijo num relance?
Conhecer a cabra-cega dos corações miseráveis?
Beware: essa compaixão é
é paixão.
Ana Cristina Cesar